domingo, 8 de abril de 2012

PÁSCOA FRATERNAL

PÁSCOA SOLIDÁRIA
A Páscoa foi no passado
Motivação de alegria,
Celebração da colheita,
Milagre e sabedoria,
Assim, recomenda os versos
Traçados nesta poesia.

Com a Terra em grande festa,
Todo Universo cantava
Louvor a um tempo novo,
Pois a fome definhava.
Ouvia-se: — glória a Deus!
— O povo alegre saudava.

E por isso, festeja agora,
Mas faça a reflexão...
Constrói um mundo melhor
Quem estende a sua mão,
Nutrindo benevolência
Dentro do seu coração.


PedrO MonteirO

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CRIANÇA CIDADÃ














Quem disse que sou pequeno
Só por que sou uma criança?
Sou o futuro do mundo,
Da paz e da esperança!
E por todas essas apostas
Carrego nas minhas costas
O lume da confiança.

Mas, para que assim seja,
Não posso facilitar!
Preciso dos meus direitos:
Estudo, amor, pão e lar,
Saúde, paz e alegria,
Nutrindo sabedoria
E lindo brilho no olhar.

E assim serei um adulto
De pensamento fecundo,
Olharei os pequeninos
Com sentimento profundo!
Na solidariedade
Semearei igualdade,
Justiça e paz para o mundo.


*por PedrO MonteirO            

sexta-feira, 4 de março de 2011

ATITUDE!


















Igualdade de direitos
Não é conversa qualquer.
Frente a esta discussão
Eu quero pôr a colher,
Temperando com poesia,
No sabor da energia
Que emana da mulher.

Dizendo um sim pela vida,
Com o braço erguido na luta,
Sua bandeira propõe
Igualdade absoluta.
No atiçar dessa lenha,
Inteligência é a senha
Nessa engajada conduta.

A nossa cultura tem
Conceitos ultrapassados,
Por vez a mulher se acha
Com seus direitos negados,
Não por sua competência,
Mas, vítima da negligência
De setores retardados.

Por isso mesmo eu prefiro
Ficar do lado de quem
Na luta por igualdade
Não discrimina ninguém,
Revê o seu prejuízo,
Mas faz o melhor juízo
Dando valor a quem tem.

Assim, coloco meu traço
Ao lado de quem trabalha,
Construindo um novo tempo,
Desafiando a navalha.
Que o dragão se contenha,
Pois as Marias da Penha
Não fogem dessa batalha.


PedrO MonteirO


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

TATEANDO SAUDADES




O milho colhido verde
Tem o sabor natural,
Presente da natureza
No plantio do quintal,
Sara qualquer estressado,
É um voltar ao passado
De um jeito fenomenal.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

LUTA & SABOR

O que nós realizamos
Nem sempre tem a beleza
Dos jardins que nós sonhamos,
Mesmo assim, tem a grandeza
De quem persiste lutando
No dia-dia enfrentando
A força da correnteza.

Por isso mesmo, regamos
Nossa plantação formosa,
Cada florzinha colhida
Vem de forma virtuosa
Nos trazer grande alegria,
E mesmo na correria
Fazer a vida gostosa.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

EJA: um caminho para a cidadania











EJA é uma porta aberta
Para inclusão social,
A nossa modernidade
Só vê referencial,
Em quem tem conhecimento
E notório suplemento
Na parte intelectual.

Alguém que ainda não faz
Das letras combinação,
Aplicando dia a dia
Sua comunicação;
Não vê o mundo real,
Tem o olhar desigual
Por falta de interação.

O letramento é o sal
Da mente desenvolvida,
Rompendo os nós e os estorvos
Acumulados na vida;
É o Sol do alvorecer,
Pelos desejos de ver
Essa cegueira abolida.
  
Por isso é recomendável
Para o jovem ou o adulto,
Se ainda analfabeto,
Considerado um estulto,
A EJA será a saída,
O carimbo que valida,
Dessa sentença, o indulto.

É como se nos abrissem
Os olhos para enxergar,
Um jardim pela janela,
Raios de sol a brilhar,
Sem seguir passos medonhos,
Mas alimentando sonhos
De um novo tempo chegar.

E assim vou me despedindo
Revigorado e contente,
Apreciei vários rostos,
Com um olhar sorridente,
Decerto, já devem ter
Bom gosto no aprender
Ver o mundo diferente!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

SÁBIO RECOMEÇO

                                              











No final de cada meta
Existe um recomeçar,
Por isso vivo vagando
Pela imensidão do mar,
Entre as marolas do brio
E a proa do desafio
É preciso navegar!

Numa peleja tirana
Com relampejo de morte,
Enfrento com valentia
Correnteza e vento forte.
Descanso, quase nenhum,
Para vencer cada um
Dos desafios da sorte.

E se a tormenta deixar
Um dissabor sem igual,
No leme do velho barco
Transformo suor em sal,
Nos desafios medonhos
Semeio os mais lindos sonhos
Dentro do mundo real.

No grande mar dessa vida
Nunca desisto do pleito,
Nem a magia das ninfas
Vai mudar o meu conceito.
Só o bem me satisfaz,
Pelo cultivo da paz
Floresce amor no meu peito!

PedrO MonteirO

terça-feira, 22 de junho de 2010

O MAR E A VIDA












O mar é fonte da vida
do jeito que o povo tem,
jogando teimosas ondas
sempre a procura de quem,
mesmo sem faca e sem queijo,
chegue pra lhe dar um beijo
num gostoso vai e vem.

PedrO MonteirO

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PIAUÍ SAMPA 2010 JÁ É SUCESSO!




*****
A mostra Piauí Sampa 2010 oferece oportunidade de um passeio por este enigmático estado nordestino, desvendando seus sabores e costumes, através da gastronomia, artesanato, apicultura, turismo, e grandes riquezas folclóricas e a história de um povo espirituoso e empreendedor, transformando matéria prima em negócios.

A mostra vai de 24 a 30 de Maio
no Shopping Eldorado
Av. Rebolças, 3970 – São Paulo
www.piauisampa.com.br


Em vinte quatro de maio
Noite de segunda feira,
Quem foi ao Shopping Eldorado
Teve que pegar fileira.
Era a Piauí em Sampa,
Feira que a Roberta, estampa
Em sua página primeira.

Aparecem na foto: O Vaqueiro Juarez, Aldy Carvalho, a Jornalista Roberta Rocha e Pedro Monteiro.

domingo, 14 de março de 2010

O TEAR















Eu quero que você ouça
O que tenho a lhe falar
Desta teia que tecemos
Num dadivoso tear,
Faça favor ouvir tudo
E só depois decifrar.

Tire da sua algibeira
Muita determinação
Para repuxar os fios
Do saber e da boa ação,
Candeia do pensamento,
Um leme de evolução.

Este tear é a vida
Urdindo o seu pelejar.
Somos os fios trazidos
Pelas Ondinas do mar,
Num teimoso vai e vem,
Sem jamais desanimar.

PedrO  MonteirO

sábado, 2 de janeiro de 2010

EU & VOCÊ
















Tem a sábia natureza
um constante pelejar,
vejo uma folha caindo
para outra despontar,
as estrelas incandescem
e depois desaparecem
para o astro-rei brilhar.

Trazendo luz que é vida
pra fértil semeação
e esperando colher
da nossa imaginação,
bom fruto do recriar,
jeito novo de plantar
gerando evolução.

Nessa magia da vida
quero te reconhecer!
Pensando no que é bom
não posso desvanecer,
mesmo com dificuldade,
pra nossa felicidade,
os obstáculos vencer.

PedrO MonteirO

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FRANCISCO: O MENINO DAS CEM MENTIRAS

























                        Era uma vez, um matuto de nome Zé Conrado que morava com sua mulher Filó e seus sete filhos: Pedro, Raimundo, Maria, Antônio, Bento, Jacó e o caçula Francisco, também chamado de Chicó. Viviam da pequena criação de animais e de lavoura, em terras do senhor Nicanor, um poderoso coronel daquela região. Mas num ano de forte estiagem, com os negócios indo de mal a pior, o Coronel entrou em forte depressão. Buscando descontração para amenizar suas angústias, culpas e remorsos por tantas maldades praticadas, resolveu, então, pagar para quem lhe contasse mentiras, como forma de distrair-se. O matuto Zé Conrado, por sua vez, afirmou: — Eu não vou até o Coronel, mas se ele vier a mim, garanto contar-lhe até cem mentiras e ele nem precisa pagar por isso!  
O Coronel soube da história e, depressa, saiu com doze capangas para a casa do matuto e, antes, fez um juramento: Se ele não cumprir o prometido, arranco-lhe o couro a chicotadas!

Quando avistou o Coronel e seus jagunços, o matuto tratou de fugir com sua prole. Porém Francisco, o Chicó, insistiu em resolver a questão frente a frente com o Coronel.
Zé Conrado, mesmo temendo crueldade com seu caçula, deu no pé e o Coronel chegou, encontrou o menino e foi logo lhe dizendo:
Cadê o amaldiçoado do teu pai?

— Senhor, pode se abancar que lhe conto tudo! — Disse-lhe o destemido menino, para depois destrinchar o causo — Olhe seu Coronel, meu pai tem uma grande criação de galinha poedeira, são 365, só as carijós. Cada uma põe sete ovos por dia. Todo santo dia ao amanhecer ele conta os ovos, um a um. Até que dia desses, quando fez a contagem, deu por falta de um. Ele enveredou mata adentro, caçando quem fez aquela safadeza; andou, andou, andou e encontrou uma enorme serpente com o ovo na boca. Foi então que reagiu à ofensa, apontou-lhe a espingarda, mas o tiro não foi certeiro. A cobra lhe avançou e ele se defendeu usando a espingarda como vara, mas a cobra era muito brava e foi um reboliço danado, seu Coronel! Quando ele já estava quase vencido, a cobra derrubou o ovo no chão e daí veio a maior surpresa! O ovo se partiu ao meio e dele saiu um enxerido macaquinho. O macaquinho não deu moleza não, seu Coronel, pôs logo fim à peleja dando um nó na tal cobra!
E meu pai, por toda essa sorte, montou uma venda de ovos e botou o macaquinho pra tomar de conta. O danado foi crescendo, crescendo, crescendo, mas não parava com as macaquices, mesmo já adulto, eram caretas e mais caretas. Com isso, espantou toda a freguesia. Aí, o velho ficou muito avexado, fez tudo que foi tipo de remédio para conter as moganguices do bicho. Acreditando ser problema de azia, foi consultar um velho curandeiro, que logo sentenciou: — Isso é prisão de ventre, é só ele dar uns bons espirros e soltar o que está prendendo! E indicou pimenta do reino, mas não explicou de que jeito; meu pai fez um preparado com a tal pimenta e fumo torrado e moído, uma espécie de rapé; vixe Maria, seu Coronel, o bicho fez foi piorar, cada espirro um pum com um barulho de lascar! O gato saio latindo e o cachorro miando, até a nossa porca velha foi logo se escapulindo. Só mesmo as galinhas pareciam nada sentir.
O jeito foi meu pai dar outro emprego para o bicho. Agora, como cuidador do galinheiro; o que também não deu certo, pois as sirigaitas galinhas, agora, estão desprezando o galo e só querem saber é de arrastar asas para o valente macaco.
Seu Coronel, oh bichinho presepeiro! Anda escanchado no galo, por quase o dia inteiro e quando dá meia noite é quem canta no poleiro!

O certo, seu Coronel, é que meu pai, nesse instante, está no mato caçando uma macaca que bote ovos!...”.

O Coronel, ouvindo todo esse balaio de lorotas, ficou muito satisfeito, deu animais e terras ao menino, por conseguinte, paz para toda a família e ainda o elogiou dizendo: — Você, hem! Pequenino, mas danado de mentiroso!

Autor: Pedro Monteiro, poeta Piauiense de Campo Maior.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A REPARAÇÃO





Era uma vez, uma mamãe pata muito dedicada às suas crias, por elas, era capaz de tudo; se necessário fosse, daria sua própria vida. Por isso mesmo, seus filhotes viviam bastante felizes, desfrutando da tranquilidade de uma maravilhosa lagoa. 
Aproveitando-se dessa, por vezes, exagerada confiança, uma maldosa raposa começou a matutar como tirar proveito da situação e conseguir um almoço. E num momento de rara desatenção ela deu um bote certeiro contra o patinho mais descuidado. Como logrou sucesso, ficou toda insolente, achando-se poderosa; nem imaginava a sorte que o futuro lhe guardava, pois mamãe pata não pensava noutra coisa a não ser redobrar os cuidados com aquela ninhada e ainda vingar-se do feito.
Pressentindo que os ataques da inimiga não cessariam, a mamãe pata pensou depressa numa artimanha que pudesse por um fim naquilo tudo. Enquanto isso, à espreita dentro de uma moita, a raposa continuava com olhares ameaçadores. Foi então que a pata reagiu e tomou uma atitude: insultou um amoado jacaré, para depois sair as carreiras em direção à moita onde estava a raposa. Quando presenciou aquele reboliço todo saindo das águas, a raposa ficou pronta para atacar, pois pensou na sorte grande — uma tolice da mamãe pata, resolver sacrificar-se no lugar dos filhotes! Por isso mesmo, alegrou-se toda, indo ao seu encontro pronta para agarrá-la. — Pois sim..., num piscar de olhos, a pata “quebrou” de lado e deixou a raposa cara a cara com o jacaré. Aí foi um fuzuê medonho! A raposa tentou fugir, mas foi alcançada e teve o rabo agarrado pela fera. Sem ação, sentindo-se totalmente dominada, exclamou: — Camarada pata, ajude-me, por piedade... piedade... piedade...
Piedade? — Disse a pata.
Socorro! Socorro, que lhe serei grata por toda a minha vida!!! — Disse-lhe a raposa.

— Só se você deixar minha família em paz! — Disse-lhe com altivez a pata.
Não tendo outro jeito, a raposa acovardou-se, jurou por todos os santos nunca mais atormentar aquela família, e ainda, ajudar na sua proteção. Só então, a pata, com ar vitorioso, pôs-se a provocar o jacaré e, este, num forte arremesso soltou o rabo da raposa, pois achou que jantaria a pata; doce ilusão! Mamãe pata saiu: — Qua, qua; qua, qua; qua, qua, qua…
O certo é que, de forma astuciosa, mamãe pata livrou-se das tramas dessa predadora. E a paz voltou a reinar naquela lagoa.


PedrO MonteirO