sábado, 13 de junho de 2026

SOLTAR FOGOS É DESUMANO



Não confunda a alegria
Com fumaça e explosão,
Num festejo que maltrata
Não merece aprovação,
Pois quem tem respeito à vida
Não põe lenha na aflição.

Soltar rojões e foguetes
Faz muitos seres sofrer,
Causa medo aos animais
Sem podor se defender.
Os deixam apavorados
E sem ter o que fazer.

Há maneiras mais bonitas
De festejar e sorrir,
Sem causar tanto tormento
A quem deseja existir;
A verdadeira alegria
Promove um melhor porvir!

SOLTAR FOGOS É DESUMANO
🐈🐈‍⬛🦮🐕‍🦺🐦🦆🐓🦜🪿🐦‍⬛🫏🐐
Não confunda alegria com barulho, fumaça e explosões. Soltar fogos de estampido não é demonstração de festa, mas uma atitude que causa desconforto e sofrimento a muitas pessoas e, principalmente, aos animais, cuja audição é muito mais sensível. O estampido dos rojões provoca medo, desorientação e pânico, levando muitos deles a fugir, ferir-se ou até perder a vida.

Existem inúmeras formas de celebrar e se divertir sem causar tamanho transtorno. A verdadeira alegria não precisa do sofrimento alheio para se manifestar. Não por acaso, leis já restringem ou proíbem o uso de fogos com fortes ruídos em diversas partes do Brasil, reconhecendo os danos que eles provocam. Respeitar essas normas é também respeitar a vida, a convivência harmoniosa e o direito de todos — humanos e animais — de viver com dignidade, segurança e bem-estar.

Persistir nessa prática é demonstrar insensibilidade diante de um problema amplamente conhecido e plenamente evitável.

PedrO M.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

FRIO EM SAMPA!



Na cidade de São Paulo
Quando o frio vem chegando,
O povo veste casaco,
Um cachecol ajustando,
Tem garoa no telhado
E cheirinho consagrado
De café se levantando.

Tem neblina, tem friagem
No viaduto e na praça,
O céu cinzento se espalha
Qual véu de fria fumaça,
É o inverno paulistano
Desenhando o céu urbano
Num reflexo na vidraça.

Na janela o vento sopra
Num assobio ligeiro,
O roupão vira riqueza
Na saída do chuveiro,
E o paulistano apressado
Segue firme, agasalhado,
Ante o úmido nevoeiro.

Mas o frio sempre inspira
O poeta trovador,
Estimulando os abraços
Nos labirintos do amor,
E até quem vive sozinho
Faz dos lençóis o seu ninho
De aconchego e calor.

                    PedrO M.

domingo, 19 de abril de 2026

DIA DOS POVOS ORIGINÁRIOS


 












Em dezenove de abril
Celebra-se com respeito,
Vozes da ancestralidade
Ecoando em nosso peito,
Memória viva e presente
De um povo forte e valente
Na luta pelo direito.

Na década de quarenta
Um congresso aconteceu,
Foi celebrado no México
O direito que nasceu
Após firme discussão,
Veio então a afirmação
Que essa conquista se deu.

Pois bem antes da chegada
Do estrangeiro invasor,
Já pulsava nestas terras
Uma vida de valor,
Cada povo em sua essência
Tinha saber e ciência
Em harmonia e vigor.

Que não falte no planeta
Uma justa convivência,
Florescendo em todo canto
Mais respeito e consciência
Sobre o povo pioneiro,
Por princípio verdadeiro,
Um mundo sem violência!

✍️
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, é uma data que convida à reflexão sobre a riqueza cultural e a importância histórica dos povos originários do Brasil.

A origem dessa celebração remete ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado entre os dias 14 e 24 de abril de 1940, na cidade de Pátzcuaro, localizada no estado de Michoacán, no México.

A data simboliza a luta pelo reconhecimento, respeito e garantia dos direitos dos povos indígenas em todo o continente americano. Muito 9antes da chegada dos colonizadores europeus, o território brasileiro já era habitado por diversos povos originários, com línguas, costumes e tradições próprias.

Ao longo da história, esses povos tiveram papel fundamental na formação da identidade cultural do Brasil, contribuindo para a alimentação, a medicina tradicional, a agricultura, a língua e os conhecimentos sobre a natureza.

Celebrar esse dia é valorizar essa herança, reconhecer a diversidade indígena e reforçar a importância da preservação de suas culturas e direitos.

                                            PedrO M.

📸 capturada no Museu do Piauí, em Teresina.





sábado, 18 de abril de 2026

DIA DO LIVRO INFANTIL




I

Chegou dezoito de abril

Trazendo luz e alegria,

O livro para criança

Encanta noite e o seu dia,

Abrindo a porta dos sonhos

Num mundo de fantasia.

II

Esta data é alusiva

A um mestre do escrever,

Sinalizando caminhos

Para o jovem percorrer,

Transformando cada história

Em prazer de conhecer.

III

O sítio do pica-pau

É recanto encantador,

Sua boneca falante

Põe ainda mais valor,

E a infância se ilumina

Nesse mundo sonhador.

IV

Ler é plantar liberdade

Na mais viva inspiração,

É viagem sem fronteira

Guiada por emoção,

É o livro acendendo luzes

Afagando o coração.

V

Que a criança encontre sempre

No livrinho ou no cordel,

Um caminho de esperança

Feito à tinta no papel,

Pois quem lê descobre o mundo

Num singelo carrossel.


✒️

O dia 18 de abril, celebrado como o Dia Nacional do Livro Infantil,

destaca a importância da leitura na formação e na imaginação das crianças.

A data homenageia Monteiro Lobato, pioneiro da literatura infantil no Brasil,

cuja obra contribuiu para abrir caminhos ao conhecimento e à fantasia.


Com o universo do Sítio do Picapau Amarelo, Lobato mostrou que ler é

também descobrir, questionar e criar.


Valorizar essa data é reafirmar o papel do livro na infância como instrumento

de aprendizado, sensibilidade e construção de novos olhares sobre o mundo.


                                                        PedrO M.



 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

CENÁRIO POLÍTICO


I

Infelizmente é comum

Ouvir-se, em tom de alarde,

Sobre o Brasil dividido

Entre valente e covarde.

II

Mas convém perguntar logo,

Sem eco de falsa claque:

Que divisão será essa

Que tanto ganha destaque?

III

E não são só divergências

Sobre rumos ideais

Que, em toda democracia,

Se mostram essenciais.

IV

Tem algo bem mais profundo

Que salta à percepção:

Os valores sendo postos

Numa dura provação.

V

De um lado, há quem sustente

A ciência e seus sinais,

As normas de convivência

E os direitos sociais.

VI

E do outro, há vozes turvas

Com discurso temerário,

Negam claras evidências

Num aceno autoritário.

VII

Pois se existe alguma linha

Sobre o corpo social,

Não é mera opinião,

Mas escolha estrutural.

VIII

De um lado, a democracia

Como princípio primeiro;

Do outro, o autoritarismo

Truculento por inteiro!

IX

Assim se pinta este quadro

Sem truque nem artifício:

Uns primam pelo futuro,

Outros são o precipício.


                             PedrO M.





 

segunda-feira, 30 de março de 2026

DOMINGO DE RAMOS



I

Neste dia memorável,

Um ramalhete de palma

Recorda, entre os seus ramos,

A dor que precede a calma.

Dia bendito de luz,

Anunciando Jesus,

Salvação da nossa alma.

II

Pelo mundo, ramos verdes

Enfeitam as procissões,

Fiéis seguem irmanados

Com ardor nos corações...

E hosana ecoa no ar:

— Vem, ó Cristo, nos salvar,

Ante grandes aflições!

III

As cantigas de louvores

Elevam, com humildade,

Jesus, que é recebido,

Predizem felicidade,

Sua luz a florescer

Que faz no mundo crescer

Amor e fraternidade.


 PedrO M. 




domingo, 15 de março de 2026

CATEDRAL DE FORTALEZA


 


















Ergue-se firme na praça
Pedra em santa devoção,
Parte central da cidade
Templo de fé e oração.

São torres cortando o céu
Setas claras de esperança,
Quem entra encontra o silêncio
Quem sai leva confiança.

Nos vitrais repousa a luz
Colorindo a caminhada,
A prece se faz presente
Dentro da nave sagrada.

É sede viva da fé
Da vigília e da partilha,
Onde o povo acha consolo
Ante a dor que tanto humilha.

Catedral de Fortaleza
Monumento episcopal,
Poema em forma de templo
Terreno e celestial.

🕍
A Catedral Metropolitana de Fortaleza foi inaugurada oficialmente em 22 de dezembro de 1978.

A cerimônia de inauguração foi presidida pelo então cardeal Dom Aloísio Lorscheider.
Projetado pelo arquiteto francês George Maunier, o templo apresenta estilo eclético, com fortes influências neogóticas e românicas.

Sua construção levou cerca de 40 anos, tendo sido iniciada em 1938, no local onde antes se erguia a antiga Igreja da Sé.

                                  PedrO M.

ARTE E CULTURA

SOLTAR FOGOS É DESUMANO

Não confunda a alegria Com fumaça e explosão, Num festejo que maltrata Não merece aprovação, Pois quem tem respeito à vida Não põe lenha na...