sábado, 18 de abril de 2026

DIA DO LIVRO INFANTIL




I

Chegou dezoito de abril

Trazendo luz e alegria,

O livro para criança

Encanta noite e o seu dia,

Abrindo a porta dos sonhos

Num mundo de fantasia.

II

Esta data é alusiva

A um mestre do escrever,

Sinalizando caminhos

Para o jovem percorrer,

Transformando cada história

Em prazer de conhecer.

III

O sítio do pica-pau

É recanto encantador,

Sua boneca falante

Põe ainda mais valor,

E a infância se ilumina

Nesse mundo sonhador.

IV

Ler é plantar liberdade

Na mais viva inspiração,

É viagem sem fronteira

Guiada por emoção,

É o livro acendendo luzes

Afagando o coração.

V

Que a criança encontre sempre

No livrinho ou no cordel,

Um caminho de esperança

Feito à tinta no papel,

Pois quem lê descobre o mundo

Num singelo carrossel.


✒️

O dia 18 de abril, celebrado como o Dia Nacional do Livro Infantil,

destaca a importância da leitura na formação e na imaginação das crianças.

A data homenageia Monteiro Lobato, pioneiro da literatura infantil no Brasil,

cuja obra contribuiu para abrir caminhos ao conhecimento e à fantasia.


Com o universo do Sítio do Picapau Amarelo, Lobato mostrou que ler é

também descobrir, questionar e criar.


Valorizar essa data é reafirmar o papel do livro na infância como instrumento

de aprendizado, sensibilidade e construção de novos olhares sobre o mundo.


                                                        PedrO M.



 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

CENÁRIO POLÍTICO


I

Infelizmente é comum

Ouvir-se, em tom de alarde,

Sobre o Brasil dividido

Entre valente e covarde.

II

Mas convém perguntar logo,

Sem eco de falsa claque:

Que divisão será essa

Que tanto ganha destaque?

III

E não são só divergências

Sobre rumos ideais

Que, em toda democracia,

Se mostram essenciais.

IV

Tem algo bem mais profundo

Que salta à percepção:

Os valores sendo postos

Numa dura provação.

V

De um lado, há quem sustente

A ciência e seus sinais,

As normas de convivência

E os direitos sociais.

VI

E do outro, há vozes turvas

Com discurso temerário,

Negam claras evidências

Num aceno autoritário.

VII

Pois se existe alguma linha

Sobre o corpo social,

Não é mera opinião,

Mas escolha estrutural.

VIII

De um lado, a democracia

Como princípio primeiro;

Do outro, o autoritarismo

Truculento por inteiro!

IX

Assim se pinta este quadro

Sem truque nem artifício:

Uns primam pelo futuro,

Outros são o precipício.


                             PedrO M.





 

segunda-feira, 30 de março de 2026

DOMINGO DE RAMOS



I

Neste dia memorável,

Um ramalhete de palma

Recorda, entre os seus ramos,

A dor que precede a calma.

Dia bendito de luz,

Anunciando Jesus,

Salvação da nossa alma.

II

Pelo mundo, ramos verdes

Enfeitam as procissões,

Fiéis seguem irmanados

Com ardor nos corações...

E hosana ecoa no ar:

— Vem, ó Cristo, nos salvar,

Ante grandes aflições!

III

As cantigas de louvores

Elevam, com humildade,

Jesus, que é recebido,

Predizem felicidade,

Sua luz a florescer

Que faz no mundo crescer

Amor e fraternidade.


 PedrO M. 




domingo, 15 de março de 2026

CATEDRAL DE FORTALEZA


 


















Ergue-se firme na praça
Pedra em santa devoção,
Parte central da cidade
Templo de fé e oração.

São torres cortando o céu
Setas claras de esperança,
Quem entra encontra o silêncio
Quem sai leva confiança.

Nos vitrais repousa a luz
Colorindo a caminhada,
A prece se faz presente
Dentro da nave sagrada.

É sede viva da fé
Da vigília e da partilha,
Onde o povo acha consolo
Ante a dor que tanto humilha.

Catedral de Fortaleza
Monumento episcopal,
Poema em forma de templo
Terreno e celestial.

🕍
A Catedral Metropolitana de Fortaleza foi inaugurada oficialmente em 22 de dezembro de 1978.

A cerimônia de inauguração foi presidida pelo então cardeal Dom Aloísio Lorscheider.
Projetado pelo arquiteto francês George Maunier, o templo apresenta estilo eclético, com fortes influências neogóticas e românicas.

Sua construção levou cerca de 40 anos, tendo sido iniciada em 1938, no local onde antes se erguia a antiga Igreja da Sé.

                                  PedrO M.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

ORGULHO NORDESTINO


 


















“Orgulho Nordestino”, fruto de mais uma parceria minha com Nilza Dias, é um tributo às raízes, à memória e à força de um povo que transforma resistência em poesia. Publicado pela Rinaré Edições e enriquecido pela delicadeza visual de Silva Barros, este livro celebra o Nordeste como lugar de pertença, de histórias encantadas e de uma cultura que pulsa viva no coração do Brasil.

Estrofes iniciais:

Solicitamos licença 
Para lhes apresentar
Um Nordestino que migra
Sem se “desnordestinar”, 
Nutrindo firme postura
Em prol da sua cultura,
Buscando se autoafirmar.

Encarna esse personagem
A saga da migração:
Bravura, coragem, luta,
Conquista e decepção;
Que, por vezes, o consome,
Mas é forte até no nome —
José Francisco Romão.

Antes de tudo, é um forte,
Gente de sangue na veia,
Compondo esta narrativa
E o conteúdo da teia,
Retrata uma condição
Entre o sentir e a razão,
Em verve que não falseia.

(...).
O mar de modernidades
Não faz a cabeça dele.
Tem firmes convicções,
Sendo o natural que ele
Como um bom cabra-da-peste,
Mesmo longe do Nordeste
Carregue o Nordeste nele.

Assim José vai tecendo
O seu estilo de vida,
Ante aos flashes midiáticos
De propaganda exibida,
Teima, tal qual vaga-lumes,
Para manter os costumes
Da sua terra querida.

Ao recordar com ternura
O seu tempo de menino,
As festas de tradição
De Reisado e do Divino.
Das tantas coisas singelas,
Uma beleza, entre elas,
Era o festejo junino.

Terreiro todo enfeitado,
Gente em volta da fogueira,
Quadrilha, dança e poesia,
Toada de cirandeira,
Xaxado, xote e baião,
Biriba, traque e rojão
Animando a brincadeira.

Ao som de um rádio de pilhas
Alegrando a tardezinha,
Junto ao barulho de bode,
Cabrito, porco e galinha;
A faixa sintonizada
Vinha da antena instalada
Sobre a casa de farinha.

Pureza e simplicidade
Num ambiente gostoso,
Povo pacato e feliz
De espírito generoso.
Quer no terreiro ou na rua,
Ouvia-se, em noites de lua,
As histórias de Trancoso. 

Longe, vê-se a balançar,
Batendo o pé na parede,
Indo pra lá e pra cá
No vai e vem de uma rede,
O calor se arrefecendo,
Tal fosse a água descendo
Na goela ardendo de sede.

Ouvindo um canoro canto
Do maestro sabiá,
Comendo milho cozido,
Bolo, cuscuz, mungunzá,
E uma famosa iguaria
Conhecida na Bahia
Por nome de vatapá.

Num caldo bem temperado,
Delicioso feijão
Misturado com farinha,
Amassado com a mão,
Feito com muito carinho,
Resultando num bolinho
Chamado de capitão.

E reluta em regressar,
Dessa viagem tão boa…
Se viu montar burro bravo, 
Tomar banho de lagoa,
Mas retorna do passado
No compasso alvoroçado
Que é da terra da garoa.

Pela escola que é a vida
José chegou diplomado,
Mas nem tudo que aprendeu
Tende a ser aproveitado — 
Benzido pra catimbó
Nem mijada de potó
Em Sampa não é usado.

As diferenças são tantas
Entre as estranhezas mil,
Que um belo quarto de porco 
É chamado de pernil;
Pela linguagem que tece,
Por vezes, nem se parece
Ser este o mesmo Brasil. 

WhatsApp: 11 99135 1919 
@poetapedromonteiro

domingo, 30 de novembro de 2025

A SAGA DE BIRO - da rua ao trono

 



Entre versos, contos e lendas, também existe espaço para a doçura cotidiana. Hoje, quem toma conta da cena é Biro — meu gato mimoso, dono de um olhar que desarma qualquer pressa. Um pequeno rei da tranquilidade, lembrando que o afeto também é poesia.

Este texto foi escrito a quatro mãos: eu e Nilza Dias.


SNo terreiro da lembrança

Há histórias de emoção

Pulsando no coração,

Feitas de dor e esperança.

Por vez, a vida balança

Entre medo e dissabor;

Surge um sopro protetor

Quando a sorte muda o giro,

Foi assim com o nosso Biro

Encontrando, enfim, amor.


Ele já dormiu na rua

Foi filhote abandonado,

Por cachorro ameaçado,

Quase ceifa a vida sua,

É verdade, nua e crua

Daqueles que não têm lar;

Alguém veio lhe salvar

Deu comida, deu carinho,

Depois o deixou sozinho

Na rua a perambular.


Outra vez foi acolhido,

Teve comida e cuidado,

Mas se manteve acuado

No seu cantinho encolhido,

Andando sempre escondido

D’uma dezena de irmãos,

Sentindo ali novas mãos

Que finalmente lhe guia

Para um quadro de alegria,

Pintado a muitas demãos.


(...)

Enfim, encontra outro espaço,

Ele lindo, todo gato,

Tem acolhimento e trato,

Chamego de braço em braço;

Sem demonstrar embaraço

É rei de todos os cantos

Longe dos tempos de prantos

Ronrona em doce magia,

Livre do medo que havia

Descobriu novos encantos.


Em seu reino de alegria

Agora seu novo lar

E, sem se preocupar,

É uma festa todo dia.

Sorrateiro, ele vigia

Caixotes de papelão

Que viram trono ou mansão

Num cenário de ternura.

Entre salto e travessura

Vive a sua diversão.


(...)

Na casa vive Jurema

A sua companheirona,

Mas também é toda dona

E, por vezes, há dilema,

Pois o ciúme é poema

Guardado no coração.

Biro olha a situação

Com muita diplomacia,

Sabe que no dia a dia

Para os dois tem atenção.


Como é bom vê-lo brincando

De pular e de correr,

Se Jurema interromper

Ele reage miando,

Talvez seja reclamando

Atenção do seu tutor

Ou demonstração de amor

Pelo devotado amigo;

Sabe que, se houver perigo,

Nele encontra um protetor.


Segue…



quinta-feira, 30 de outubro de 2025

DIA NACIONAL DO LIVRO













O livro é farol aceso

Nos campos do pensamento,

Semeia luz na jornada,

Põe a vida em movimento;

Além de abrir horizontes,

É do saber alimento.


No livro mora a lição 

Que a leitura nos ensina:

Construir com sapiência

Uma mente cristalina,

Arar, plantar e colher

Fruto que nunca termina.


Livro na mão é memória,

Um bem que o tempo não leva;

Segue adensando o caminho

Do saber que nos eleva

Ao mundo da sapiência —

É luz no meio da treva.


Do campo à sala de aula,

Do matuto até o doutor,

Todo leitor que se entrega

Descobre um novo sabor:

Ler é beber na nascente

Da fonte de um escritor.


O livro abre mil portas,

Ensina, consola e guia;

Em cada verso revela 

Um acorde em poesia.

Celebrar o livro é gesto

De amor e sabedoria.


O vinte e nove de outubro

É dia da afirmação:

O livro é chama que arde

No peito da educação,

Pois faz da palavra acesa

A luz da transformação.


Que o livro siga brilhando

Nos mais diversos setores,

Como ponte criativa

Aos autores e leitores,

E assim plantar liberdade

Entre outros tantos valores.


🔑29 de outubro — Dia Nacional do Livro🔓

O livro é a chave que abre portas para mundos invisíveis.

Em cada página, uma viagem, um encontro, um despertar.

Ler é viver mil vidas num só coração.

— PedrO M.


Editora Ciranda Cultural 

Editora Nova Alexandria

Editora Edicon


ARTE E CULTURA

DIA DO LIVRO INFANTIL

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