segunda-feira, 26 de maio de 2008

OS DIFERENTES IGUAIS!

     
         









       Certa vez, um rapaz rico e garboso, quando passeava num bosque, encontrou um porco-espinho, parou e observou a forma desengonçada do andar daquele bicho. E por julgá-lo um hostil e desafortunado ser, foi logo lhe interpelando:
— Você assim tão espinhoso, como pode desse jeito abraçar alguém, afetuosamente, e ter paz? — O porco-espinho, serenamente, respondeu-lhe fazendo outra pergunta:
— Por acaso, tu tens dificuldades para abraçar alguém da tua espécie? — O rapaz respondeu-lhe que não. Só então, disse-lhe o Porco-espinho:
— A minha paz não depende só de minha atitude, mas, principalmente, da tua.
— Como assim? — Indagou o rapaz, e o Porco-espinho, emendou-lhe:
— Meus espinhos são minhas armas, minhas únicas armas, mas ouça bem, armas só de defesa.



Autor: PedrO MonteirO
Este Conto Fabuloso, apesar de sua singeleza, tem a intenção de contribuir para reflexões instigantes, visando caminhos para uma convivência harmoniosa entre os diferentes. Sendo que, seu autor acredita ser o respeito e a preservação à natureza, a maior contribuição para este propósito.

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